Prospera, um movimento positivo e agregador, composto por voluntários que integram entidades maringaenses. Esse movimento quer incentivar a participação do cidadão no protagonismo das decisões e projetos que impactarão o seu dia a dia.

Maringá é uma cidade próspera! Um lugar que oferece qualidade de vida, e isso é fruto do envolvimento da comunidade na construção da própria história. A sociedade civil organizada tem expressado seus anseios por meio de entidades especiais e participativas.

Este movimento é liderado pelas presidências das entidades abaixo, venha, conheça mais e participe.

A Acim, o Conseg Maringá, o Instituto Cultural Ingá, o Codem e o Observatório Social de Maringá são entidades que trabalham pelo desenvolvimento regional e contam com voluntários. Conheça mais sobre o trabalho de cada uma:

  Segurança Pública: CONSELHO COMUNITÁRIO DE SEGURANÇA DE MARINGÁ – CONSEG

Pioneiro no Brasil, o Conselho Comunitário de Segurança de Maringá (Conseg) tem sido um elo entre as forças policiais e a sociedade, contribuindo com os investimentos em segurança pública. Desde 2004, o Conseg investiu mais de R$ 10,5 milhões, de recursos da comunidade.

De acordo com presidente do Conseg, Antonio Tadeu Rodrigues, a entidade nasceu há cerca de 35 anos, em Maringá, diante de uma crise de insegurança. “A população criou o conselho e a ideia se espalhou, hoje existe em várias cidades do país. Não estamos só investindo na segurança pública, mas na prevenção. Fazemos reuniões semanais com a participação da diretoria e de representantes de órgãos de segurança. E temos bons resultados, Maringá não tem violência tão elevada”, ressalta.

Os recursos do Conseg vêm de doações de empresas, da sociedade civil, de bazares organizados pelo conselho e do Ministério Público do Trabalho, que destina valores referentes a multas aplicadas em empresas que descumprem a legislação trabalhista.

Com esses recursos foi possível construir a nova sede da Polícia Ambiental. A obra, que custou mais de R$ 460 mil e foi inaugurada em 2017, conta com quase 300 metros quadrados de construção. Já para a sede da Polícia Federal foram destinados cerca de R$ 430 mil para reforma. Os recursos foram usados na pavimentação da área externa, pintura, readequação de salas, além da construção de uma garagem, vestiários e refeitório. Outras melhorias foram feitas nas instalações da 2ª Escola de Formação, Aperfeiçoamento e Especialização de Praças (2ª Esfaep), no 4º Batalhão de Polícia Militar e 9ª Subdivisão Policial de Maringá. Também foram adquiridos equipamentos para a Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) e equipamentos de proteção individual para a Ronda Ostensiva com Apoio de Motos (Rocam).

Entre os trabalhos sociais, o Conseg custeia projetos que são desenvolvidos no Lar Escola da Criança de Maringá, ofertando aulas de ballet e karatê para dezenas de crianças e adolescentes. Já o projeto ‘Visão de Liberdade’ atua na recuperação e ressocialização de detentos da Colônia Penal Industrial de Maringá (Cpim) e Penitenciária Estadual de Maringá. Por meio do projeto, os detentos confeccionam livros digitados para impressão em braile, livros falados, materiais em relevo, maquetes e jogos adaptados, entre outros materiais que são encaminhados para alunos cegos de escolas públicas de mais de 120 municípios paranaenses e 300 entidades. Esse projeto ganhou inclusive a mais importante premiação da Justiça Brasileira. É que graças ao Visão de Liberdade, o Conseg conquistou o Prêmio Innovare, em 2017.

  Controle social: OBSERVATÓRIO SOCIAL DE MARINGÁ – OSM

De olho na educação fiscal e no acompanhamento do uso correto do dinheiro público, o OSM desenvolve seu trabalho há 12 anos. Em 2017, a entidade, que monitora gastos públicos da prefeitura de Maringá, Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Câmara Municipal, possibilitou proveito econômico de quase R$ 8 milhões. Naquele ano, o Observatório analisou mais de R$ 181 milhões das despesas da prefeitura de Maringá, que corresponde a 30,7% (excluindo o valor destinado a folha de pagamento de funcionários).

Desde que entrou em funcionamento, o OSM gerou proveito econômico de mais de R$ 124 milhões. Proveito é a soma de valores que deixaram de ser gastos indevidamente, desnecessariamente ou que retornaram para cofres púbicos em razão da atuação do Observatório.

A entidade é uma organização não governamental, sem fins econômicos e sem vinculação político partidária. Foi o primeiro a criar métodos de trabalho que possibilitam a utilização dos dados públicos a respeito da gestão da administração de forma organizada e bastante eficiente. O trabalho que teve início com uma equipe de duas pessoas, hoje conta com 11 colaboradores e um quadro de voluntários com 50 pessoas cadastradas. A atuação, inclusive, foi reconhecida internacionalmente. É que o Observatório ganhou em 2009 um prêmio da Comissão Econômica Para América Latina e Caribe (Cepal), da Organização das Nações Unidas.

O OSM acompanha a publicação dos editais de licitação, a análise dos processos e a entrega do produto ou serviço que foram contratados. Dessa forma, o edital é avaliado e se constatadas irregularidades, como preços muito acima do valor de mercado, o órgão solicita ao poder público alterações ou a impugnação da licitação.

  Cultura: INSTITUTO CULTURAL INGÁ – ICI

O Instituto Cultural Ingá (ICI) é uma agência de fomento e incentivo à cultura por meio de renúncia fiscal. Com mais de cem projetos apoiados no portfólio, o ICI captou R$ 6,7 milhões desde 2011, por meio da Lei Federal nº 8.313/1991 (Lei Rouanet). Apenas em 2018 o instituto captou mais de R$ 1,5 milhão via Lei Rouanet, que possibilita o abatimento de 4% do Imposto de Renda devido pelas empresas tributadas no regime de lucro real. Os valores captados foram convertidos em ações, gratuitas ou a preços populares, executadas em Maringá e região.

O ICI atuou, por exemplo, na programação da Maringá Encantada, com a captação de recursos para o tradicional Auto de Natal. O projeto contou a história dos passos de Maria e José até a chegada do menino Jesus. O ICI foi responsável pela captação de R$ 216 mil de um total de R$ 241 mil.

A Paixão de Cristo, coordenada pela Associação Cultural Lirius, também conta com a parceria do ICI. Dos R$ 561 mil investidos para execução do projeto no ano passado, pouco mais de R$ 220 mil foram captados mediante atuação da entidade.

De acordo com o presidente do ICI, Carlos Eduardo Peinado, “a ideia do instituto é buscar patrocinadores, com isso acreditamos que ajudamos no desenvolvimento da cidade, porque o dinheiro fica aqui, e são artistas da nossa cidade e da região que atuam em prol desse benefício cultural. No caso desses dois grandes eventos religiosos, procuramos envolver a população, inclusive dialogando com as crianças”, ressalta.

  Planejamento e desenvolvimento Regional: CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE MARINGÁ – CODEM

Instituído pela Lei Municipal 4275/96, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) tem contribuído com o planejamento e crescimento sustentável da economia maringaense.

O órgão, em parceria com a ACIM e outras entidades, estruturou e finalizou a primeira etapa do Masterplan Metrópole Maringá 2047, com a entrega do estudo socioeconômico realizado pela consultoria PwC. Essas informações apontam os rumos para o desenvolvimento local até 2047, quando a cidade completará cem anos. Para isso, foram definidos setores-chave da economia: educação; saúde; intermediação financeira e seguros; tecnologia da informação e comunicação.

As ações de cada um desses setores elencados pelo estudo são tratadas em câmaras técnicas, com a participação ativa da sociedade civil organizada. Há também uma câmara técnica de urbanismo e mobilidade, que tem entre suas pautas a discussão da contratação da segunda etapa do Masterplan, que é a consultoria que fará o planejamento urbanístico.

“Desde o movimento Repensando Maringá, Maringá priorizou indústrias não poluentes, entre elas a educação. Isso nos levou à condição de polo de ensino”, aponta o presidente da Câmara Técnica de Educação, José Carlos Barbieri, que é presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Noroeste do Paraná (Sinepe). Lá o trabalho tem reunido representantes de diversas instituições de ensino, que discutem formação acadêmica e dos professores, taxa de evasão, empregabilidade, entre outros temas importantes para o setor.

Também voltado para o planejamento da cidade, o Codem desenvolveu o projeto ‘Indicadores e Metas, Maringá 2017-2020’. A iniciativa tem como finalidade identificar e debater estatísticas e os objetivos que a sociedade maringaense precisa atingir para que a cidade apresente mais qualidade de vida.

Esses indicadores são focados em cinco eixos – educação, saúde, segurança, meio ambiente e gestão pública – e estabelecidos para engajar os gestores e a sociedade na busca de soluções para melhorar a oferta dos serviços públicos.

  Associativismo: ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E EMPRESARIAL DE MARINGÁ – ACIM

Fundada há mais de 60 anos, a ACIM tornou-se referência no incentivo ao empreendedorismo atuando como agente transformador e articulador de negócios. Com quase cinco mil empresas associadas, a entidade é, proporcionalmente ao número de empresas instaladas no município, uma das maiores do Brasil. Hoje tem mais de 300 voluntários em seus seis conselhos. Sua atuação está bastante voltada para o fortalecimento dos micro e pequenos negócios.

Além da oferta de cursos e treinamentos, soluções para o combate à inadimplência e incentivo ao empreendedorismo, a ACIM pauta seu trabalho no desenvolvimento regional, desde que foi fundada. Isso se dá por meio do pleito, junto aos governantes, de projetos de infraestrutura e leis de incentivo ao desenvolvimento. A entidade teve participação decisiva em projetos como a duplicação de rodovias, atração de grandes empresas e investimentos. E agora está investindo, com o Codem, no planejamento de Maringá até 2047, quando a cidade completará cem anos. A primeira fase desse projeto, chamado Masterplan, foi a conclusão de um estudo socioeconômico, com os setores estratégicos da economia local. A segunda fase será a contratação de outra consultoria internacional para elaborar o projeto de desenvolvimento urbanístico.

Composta por voluntários e empresas de todos os segmentos, a ACIM recebe anualmente empresários e lideranças de todo o país, que vêm a cidade conhecer sua forma de atuação, pautas no incentivo ao empreendedorismo e num bom relacionamento junto à iniciativa pública, independente do partido ou ocupante do cargo público.